Estando eu estático
a espreita,
eis que a avisto vindo linda,
vindo de longe.
Com a paciência de um monge,
um recém confinado,
demonstrando meu desamparo
precipito-me a teu encontro.
Ali, feliz diante de ti
depois de tanto tempo,
não crendo naquele momento,
pude enfim te abraçar.
Naquele sublime entrelaçar,
te apertando contra mim,
parecendo estar num jardim
teu doce cheiro a exalar.
Seguindo pelo caminho,
num misto de sim e de não
eu segurei a tua mão,
mão que não me fugiu.
E o juízo ali me sumiu,
pois entre olhares e carícias,
um amor sem malícia
se fez em mim nascer.
Linda anjo de olhos belos,
se tua dúvida é culpa minha,
eu te elejo minha Rainha;
e sacio uma por vez.
E eis que outra vez:
perdoe-me a insistência
mas agradeço tua existência,
Te quero muito, sétimo mês!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
sábado, 13 de dezembro de 2014
homenagem ao solstício do quadro negro
estimado professor
querido defensor
de alunos e adolescentes que estão ‘’nascendo’’
de jovens que ainda estimulam o pensamento,
constroem princípios e ideologias
acumulam tudo o que lhes ensina
obrigada por todos os ensinamentos que nos deu
digo isto como eu
mas sei que muitos outros adolescentes pensam o mesmo
sei que muitos amigos e conhecidos pensam o mesmo
pensam que o senhor, professor
não só ensina, como também transmite seu amor por ensinar
querido professor nesta data, neste dia
eu repito, as mais doces palavras que conseguir entoar
assim como os docinhos da mesa
assim como as pessoas juntinhas no frio
com chocolate a beber
doce, doce assim como o aprendizado que nos deu
desejo-lhe que viva, não só por viver
desejo-lhe uma vida longa e amena
desejo-lhe a felicidade, não o domínio, mas sim os momentos
desejo-lhe que navegue pelo mundo com os mais diversos pensamentos
pois, assim como dizes é sempre bom tê-los por perto
desejo que continue a ser meu amigo, professor, sonhador
grande ser, continue a crescer
acrescento em mais um pedacinho do bolo
um feliz aniversário
Autora: Nínive Elisabete
querido defensor
de alunos e adolescentes que estão ‘’nascendo’’
de jovens que ainda estimulam o pensamento,
constroem princípios e ideologias
acumulam tudo o que lhes ensina
obrigada por todos os ensinamentos que nos deu
digo isto como eu
mas sei que muitos outros adolescentes pensam o mesmo
sei que muitos amigos e conhecidos pensam o mesmo
pensam que o senhor, professor
não só ensina, como também transmite seu amor por ensinar
querido professor nesta data, neste dia
eu repito, as mais doces palavras que conseguir entoar
assim como os docinhos da mesa
assim como as pessoas juntinhas no frio
com chocolate a beber
doce, doce assim como o aprendizado que nos deu
desejo-lhe que viva, não só por viver
desejo-lhe uma vida longa e amena
desejo-lhe a felicidade, não o domínio, mas sim os momentos
desejo-lhe que navegue pelo mundo com os mais diversos pensamentos
pois, assim como dizes é sempre bom tê-los por perto
desejo que continue a ser meu amigo, professor, sonhador
grande ser, continue a crescer
acrescento em mais um pedacinho do bolo
um feliz aniversário
Autora: Nínive Elisabete
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Despedida: esquecer lembrando.
Contradição, paradoxo, incongruência...
palavras mil não logram expressar
essa felicidade angustiante
que é amar sem poder amar.
Lembrá-la sem nunca tê-la visto.
Escutar tua voz em palavras escritas
Sentir teu perfume longe de ti estando:
sensações curtas, insanas e infinitas.
Imprescindível se tornastes tu, anjo bom
mas de ti, entristecido, hei de abrir mão
pois se eu não luto para te dizer sim,
sim, tu travas guerras para dizer-me não.
Tempo parado que passa rápido,
morte em vida, vida sem viver,
De ti, a partir de hoje, levo a vida;
infelizmente uma vida sem você.
domingo, 30 de novembro de 2014
Sétimo mês
O sétimo mês é feminino.
Não é gélido como se presume,
mas acalorado e satisfatório,
Delicioso novo costume.
Te senti num lugar com nome sacro;
todavia não a percebi;
Preciso foi que as areias do tempo,
junto com os derradeiros momentos,
te colocassem diante de mim.
Quão prazeroso não foi
quando tu, sétimo mês,
se dizendo de extrema timidez
tornou-me teu feliz interlocutor.
Se me permites, pois,
por tão grande felicidade trazida
medíocres versos te dedico,
mês que trouxe colorido à minha vida
Mais terno e vivo do que dizem,
acabastes com meu ceticismo
E novembro se fez Julho,
e Julho trouxe-me sorrisos.
A Primavera é em Julho,
e que isso ninguém me conteste;
pois se Primavera é vida,
fostes tu quem novamente ma deste.
Não é gélido como se presume,
mas acalorado e satisfatório,
Delicioso novo costume.
Te senti num lugar com nome sacro;
todavia não a percebi;
Preciso foi que as areias do tempo,
junto com os derradeiros momentos,
te colocassem diante de mim.
Quão prazeroso não foi
quando tu, sétimo mês,
se dizendo de extrema timidez
tornou-me teu feliz interlocutor.
Se me permites, pois,
por tão grande felicidade trazida
medíocres versos te dedico,
mês que trouxe colorido à minha vida
Mais terno e vivo do que dizem,
acabastes com meu ceticismo
E novembro se fez Julho,
e Julho trouxe-me sorrisos.
A Primavera é em Julho,
e que isso ninguém me conteste;
pois se Primavera é vida,
fostes tu quem novamente ma deste.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Nunca foi tão longo...
Nunca o conceito de relatividade fez tanto sentido para mim, pois de segunda feira até hoje (sexta) o tempo passou tão rápido quão depressa desaparece o salário dos trabalhadores, entretanto, nunca o caminho da escola para casa foi tão longo. Passou um filme ante meus olhos enquanto a moto me trazia sozinha para casa. Meu ano, de fato, terminou hoje às 12:20.
É discurso batido, muitas vezes repetido, mas se me falta o dom de trazer emoção pelas palavras oralizadas e por tais emoções deixar marcado na lembrança o que falei e vivi, pretendo por meio da repetição incessante causar efeito similar. Pois bem, repito o discurso pelo motivo agora apresentado. Este ano foi extremamente difícil, permeado por grandes perdas em todos os âmbitos de minha vida. E eis, meus caros amigos/alunos e demais leitores que ainda continuam a ler tal ladainha, que conhecer meus bebês e conviver ao seu lado foi a melhor coisa que me ocorreu neste ano ruim, isso se não for a única. Portanto, se me permites, gostaria de deixar mais algumas palavras, e quem sabe tentar por meio delas pintar em tua mente um pouco das imagens que vi no caminho de volta e que em minha própria cabeça são um tanto fora de ordem.
Despedidas nunca foram o meu forte, e alguns mais conservadores dirão que homem não chora, que homem que chora não é tão homem assim. Como gosto de contestar principalmente os valores instituídos, diria que mais homem é aquele que chora, pois se a capacidade de raciocínio diferencia o homem dos demais animais, a capacidade de se emocionar também o faz, e quem chora mais humano se torna - sou humano, demasiadamente humano. Pois bem, verteram-se lágrimas hoje, inclusive de mim. Agrego aqui mais um dos discursos batidos, aquele em que sempre disse que dinheiro não é tudo, não compra tudo e nem é meu objetivo principal.
O maior fruto que tive por conta do suor do meu trabalho não foi, de forma alguma, o dinheiro que recebi, mas as alegrias que acumulei durante o tempo em que estive com meus amigos/alunos na escola, nas salas, na rua, inclusive; alegrias que se tornaram lembranças e que vieram de uma só vez em minha mente nos últimos 50 minutos de aula hoje, colocando-me num mar de sentimentos contraditórios, díspares, e que culminaram com o suor que correu de meus olhos. Diria mais: o maior fruto do suor de meu trabalho foi a quantidade de lágrimas que se fundiram ao tecido de minha camisa. Estas lágrimas advindas dos mais belos sentimentos de amizade e carinho que meus alunos me dedicam foram o maior prêmio que tive. Não há dinheiro no mundo que pague o que senti hoje quando fui efusivamente abraçado por eles.
Não se engane, tu que mal me conheces, achando que somente coisas boas aconteceram no convívio com meus alunos, mas prefiro ressaltar as boas em detrimento das ruins. Também não creia, tal como crê um ortodoxo ou um neo-pentecostal, que eu somente sou passional por conta desse texto, pois conhecem-me justamente pelo ceticismo e pretenso racionalismo. Mas creias no que juro agora: não consigo escrever uma linha deste texto sem que me ameacem as lágrimas. Perceba, pois, que se gasto tempo falando contigo que me lê e não sobre o que sinto é, antes de estilo, uma maneira de conter a pressão que as lágrimas estão exercendo sobre meus olhos, pois como os pais fazem com as filhas mais novas, nem sempre elas devem sair assim, sozinhas e a qualquer hora.
Seja como for, gostaria apenas de exaltar que detesto despedidas, pois sei da importância que os que me cercam têm em minha vida, e como estes constroem boa parte do que sou. Sabedor disso, qualquer quebra de contato com estes significa uma quebra no que sou, forçando um reconstruir de mim mesmo, fazendo-me sentir profundamente a dor do afastamento. Fui obrigado a me reconstruir no início do ano, e a base que me sustentou agora não estará mais por perto. Para ser mais exato, provavelmente eu não esteja perto desta base constituídas por estes meus amigos, meus amigos/alunos.
Acredite no que digo, leitor, que em princípio era fustigado por olhares desconfiados por parte de alunos e Professores - mais destes que daqueles - por ter maior proximidade com os alunos. De fato quebro com o esteriótipo de um Professor, talvez pela competência ainda distante de mim, talvez por acreditar que não me diferencio dos alunos senão por causa da idade e do pedaço de papel que diz que sei, mesmo sem saber se realmente sei; ou ainda por eu achar que meu compromisso maior é com os alunos, e não com meus pares. É, acho que é isso, o compromisso maior do Professor é com os alunos, não com os pares. Por falar em meus pares, ressalto que foi a melhor equipe que trabalhei, contando com excelentes profissionais, a quem também devo fração de gratidão. Mas voltemos aos alunos. Passei diversos recreios com eles jogando conversa fora ou discutindo fora da sala o que lá se iniciou. Não me arrependo em nenhum momento das tardes que fiquei para conversar e tirar dúvidas dos que lá ficavam. É óbvio que as explicações e discussões eram o plano B dos meninos, que por plano A tinham ganhar ósculos das namoradinhas que estudavam a tarde. Mas eram boas discussões.
Enfim, como havia dito, era um tanto confuso, e o relatado aqui representa fração mínima da confusão de sentimentos e lembranças que invadiram minha mente durante os 10 km da escola até minha casa.
Mas espere, tal como acontece com o raciocínio que de tão rápido que é as palavas não alcançam sua velocidade e falham ao tentar descrevê-lo e explicá-lo, devo, tardiamente, usar das palavras para falar mais um pouco, haja vista que só agora as palavras chegaram em local onde o raciocínio passou há tempos. Serei direto para não ser enfadonho, se é que já não tenha criado tal efeito no texto, e se o tenha possa diminuí-lo. Meus amigos/alunos, certamente cada tímbre, cada gesto, cada pergunta, cada face, cada briga e cada bom momento vivido convosco estão gravados em minha memória. Deixo de rotulá-los como alunos e passo a chamá-los apenas amigos. Agradeço a toda a demonstração de carinho que recebi durante todo o ano, principalmente pelas lágrimas vertidas em função de nossa despedida hoje. Saibam que tens em mim um amigo, mais que um Professor. Cada um de vós me é importante, é um aluno que deixo, um amigo que levo. Nunca os esquecerei, e tais lembranças serão levadas para o jazigo a fim de que divirtam os vermes que me roerão as carnes.
Nunca esquecerei do que me fizeram.
De teu amigo e Professor, Lucas Dario Romero y Galvaniz.
É discurso batido, muitas vezes repetido, mas se me falta o dom de trazer emoção pelas palavras oralizadas e por tais emoções deixar marcado na lembrança o que falei e vivi, pretendo por meio da repetição incessante causar efeito similar. Pois bem, repito o discurso pelo motivo agora apresentado. Este ano foi extremamente difícil, permeado por grandes perdas em todos os âmbitos de minha vida. E eis, meus caros amigos/alunos e demais leitores que ainda continuam a ler tal ladainha, que conhecer meus bebês e conviver ao seu lado foi a melhor coisa que me ocorreu neste ano ruim, isso se não for a única. Portanto, se me permites, gostaria de deixar mais algumas palavras, e quem sabe tentar por meio delas pintar em tua mente um pouco das imagens que vi no caminho de volta e que em minha própria cabeça são um tanto fora de ordem.
Despedidas nunca foram o meu forte, e alguns mais conservadores dirão que homem não chora, que homem que chora não é tão homem assim. Como gosto de contestar principalmente os valores instituídos, diria que mais homem é aquele que chora, pois se a capacidade de raciocínio diferencia o homem dos demais animais, a capacidade de se emocionar também o faz, e quem chora mais humano se torna - sou humano, demasiadamente humano. Pois bem, verteram-se lágrimas hoje, inclusive de mim. Agrego aqui mais um dos discursos batidos, aquele em que sempre disse que dinheiro não é tudo, não compra tudo e nem é meu objetivo principal.
O maior fruto que tive por conta do suor do meu trabalho não foi, de forma alguma, o dinheiro que recebi, mas as alegrias que acumulei durante o tempo em que estive com meus amigos/alunos na escola, nas salas, na rua, inclusive; alegrias que se tornaram lembranças e que vieram de uma só vez em minha mente nos últimos 50 minutos de aula hoje, colocando-me num mar de sentimentos contraditórios, díspares, e que culminaram com o suor que correu de meus olhos. Diria mais: o maior fruto do suor de meu trabalho foi a quantidade de lágrimas que se fundiram ao tecido de minha camisa. Estas lágrimas advindas dos mais belos sentimentos de amizade e carinho que meus alunos me dedicam foram o maior prêmio que tive. Não há dinheiro no mundo que pague o que senti hoje quando fui efusivamente abraçado por eles.
Não se engane, tu que mal me conheces, achando que somente coisas boas aconteceram no convívio com meus alunos, mas prefiro ressaltar as boas em detrimento das ruins. Também não creia, tal como crê um ortodoxo ou um neo-pentecostal, que eu somente sou passional por conta desse texto, pois conhecem-me justamente pelo ceticismo e pretenso racionalismo. Mas creias no que juro agora: não consigo escrever uma linha deste texto sem que me ameacem as lágrimas. Perceba, pois, que se gasto tempo falando contigo que me lê e não sobre o que sinto é, antes de estilo, uma maneira de conter a pressão que as lágrimas estão exercendo sobre meus olhos, pois como os pais fazem com as filhas mais novas, nem sempre elas devem sair assim, sozinhas e a qualquer hora.
Seja como for, gostaria apenas de exaltar que detesto despedidas, pois sei da importância que os que me cercam têm em minha vida, e como estes constroem boa parte do que sou. Sabedor disso, qualquer quebra de contato com estes significa uma quebra no que sou, forçando um reconstruir de mim mesmo, fazendo-me sentir profundamente a dor do afastamento. Fui obrigado a me reconstruir no início do ano, e a base que me sustentou agora não estará mais por perto. Para ser mais exato, provavelmente eu não esteja perto desta base constituídas por estes meus amigos, meus amigos/alunos.
Acredite no que digo, leitor, que em princípio era fustigado por olhares desconfiados por parte de alunos e Professores - mais destes que daqueles - por ter maior proximidade com os alunos. De fato quebro com o esteriótipo de um Professor, talvez pela competência ainda distante de mim, talvez por acreditar que não me diferencio dos alunos senão por causa da idade e do pedaço de papel que diz que sei, mesmo sem saber se realmente sei; ou ainda por eu achar que meu compromisso maior é com os alunos, e não com meus pares. É, acho que é isso, o compromisso maior do Professor é com os alunos, não com os pares. Por falar em meus pares, ressalto que foi a melhor equipe que trabalhei, contando com excelentes profissionais, a quem também devo fração de gratidão. Mas voltemos aos alunos. Passei diversos recreios com eles jogando conversa fora ou discutindo fora da sala o que lá se iniciou. Não me arrependo em nenhum momento das tardes que fiquei para conversar e tirar dúvidas dos que lá ficavam. É óbvio que as explicações e discussões eram o plano B dos meninos, que por plano A tinham ganhar ósculos das namoradinhas que estudavam a tarde. Mas eram boas discussões.
Enfim, como havia dito, era um tanto confuso, e o relatado aqui representa fração mínima da confusão de sentimentos e lembranças que invadiram minha mente durante os 10 km da escola até minha casa.
Mas espere, tal como acontece com o raciocínio que de tão rápido que é as palavas não alcançam sua velocidade e falham ao tentar descrevê-lo e explicá-lo, devo, tardiamente, usar das palavras para falar mais um pouco, haja vista que só agora as palavras chegaram em local onde o raciocínio passou há tempos. Serei direto para não ser enfadonho, se é que já não tenha criado tal efeito no texto, e se o tenha possa diminuí-lo. Meus amigos/alunos, certamente cada tímbre, cada gesto, cada pergunta, cada face, cada briga e cada bom momento vivido convosco estão gravados em minha memória. Deixo de rotulá-los como alunos e passo a chamá-los apenas amigos. Agradeço a toda a demonstração de carinho que recebi durante todo o ano, principalmente pelas lágrimas vertidas em função de nossa despedida hoje. Saibam que tens em mim um amigo, mais que um Professor. Cada um de vós me é importante, é um aluno que deixo, um amigo que levo. Nunca os esquecerei, e tais lembranças serão levadas para o jazigo a fim de que divirtam os vermes que me roerão as carnes.
Nunca esquecerei do que me fizeram.
De teu amigo e Professor, Lucas Dario Romero y Galvaniz.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
"Aécio, quem conhece, confia".
Bem, vi um vídeo com viés político rolando no facebook e que continha uma declaração do ator Luiz Fernando Guimarães, e, não perdendo o espírito contestador e de vontade de aprendizado, fui ver do que se tratava, já que, embora tenha convicções políticas distintas, acho por bem conhecer o que é contrário, pois acredito que no contrário também encontramos coisas edificantes. O nome do vídeo, ou da campanha cujo vídeo faz parte, é o mesmo que temos no título desta postagem: "Aécio, quem conhece, confia".
Eis o link do vídeo
https://www.facebook.com/video.php?v=869289789782570
Não curto discutir pessoas quando o assunto é política, mas os partidos e suas ideologias, já que os candidatos são representantes de partidos e não governam, em sua maioria, contrariamente aos rumos traçados pelos mesmos partidos. Contudo, como o slogan do vídeo é "Aécio, quem conhece, confia", proponho uma análise do conteúdo do vídeo em comparação com episódios envolvendo Aécio para que pensemos se o slogan faz sentido. Vejamos:
O ator afirma ter três motivos para votar em Aécio, sendo que o primeiro até é um legítimo desejo de alternância partidária. Contudo, os dois outros são uma tragédia de falta de conhecimento, o que contradiz o slogan do próprio vídeo, já que deixa claro que ele não conhece Aécio e usa de sua imagem e palavras bonitas para tentar pegar os desavisados (expediente usado por quase todas as campanhas...).
Pois bem, vejamos suas palavras acerca do segundo argumento:
"Eu vou muito à Belo Horizonte, eu adoro aquela cidade, eu adoro o povo mineiro e vejo que a cidade tem um tratamento muito legal, foi muito bem governada por ele."
Oras, ele vai muito à BH? Estranho, ele não é de lá? Talvez isso explique o fato dele dizer que a cidade foi muito bem governada por Aécio mesmo ele nunca tendo sido prefeito da cidade.
O que isso tem a ver? Oras, ele foi governador, e sim, podia e devia, dentro de sua atribuições e responsabilidades, trabalhar para deixar a capital bela e bem cuidada, mas essa era uma atribuição principalmente do Prefeito e não do governador, Prefeito que para deixar bem claro, nunca foi Aécio. E mesmo assim é muito conveniente para prefeito e governador que a capital, ao menos, seja bem cuidada, pois é para lá que acorrem os forasteiros, e é a capital o maior cartão de visitas do Estado. Agora, e o restante do Estado? E desde quando capital bem cuidada significa Estado todo bem cuidado? Estranho, não? Ele fez um trabalho tão bom que...
http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/05/tjmg-confirma-aecio-neves-e-reu-e-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude/
Bem, vejamos o terceiro motivo:
"E em terceiro é porque eu acho ele um cara muito transparente, ele é uma simpatia de pessoa, eu sinto nele uma vontade, uma capacidade, uma energia muito grande para governar esse país."
Opa, opa! Espere um pouco! Um cara transparente? Como assim? Então por que sendo transparente ele entrou na justiça para impedir que o google relacionasse seu nome à alguns escândalos da vida pessoal e de sua gestão enquanto governador? Estranho... E o teste do bafômetro? E a demissão de Jorge Kajuru pedida por ele após uma crítica à ele, então governador, e...
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1425228-justica-nega-pedido-de-aecio-para-bloquear-buscas-na-internet.shtml
Ele é uma simpatia de pessoa??? Será que ele foi muito simpático quando bateu em uma mulher?
http://www.horadopovo.com.br/2009/Novembro/2814-04-11-09/P3/pag3a.htm
"Eu sinto nele uma vontade [...] uma energia..." Energia? Tá bem... Sentir energia é muito útil mesmo.
Mas vamos lá, pois ele também sente uma capacidade... Bem, as notícias, embora tendenciosas, estão apontando fatos até então irrefutáveis, então deixarei elas falarem um pouco...
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/191539-aecio-perde-batalha-da-verdade.shtml
Essa última notícia mostra o quão simpático é o candidato. Realmente "muito simpático". Mas vale lembrar do ditado popular: "quando a esmola é muita, o santo desconfia". Muita simpatia e pouca verdade.
Não sei se tivestes a curiosidade de ler todo o texto e ver as notícias, pois muitos apenas reproduzem pequenas manchetes ou vídeos como se fossem a verdade absoluta e não vão a fundo para verem se estão reproduzindo verdades ou coisas coerentes (não que não possas questionar estas notícias citadas - até deves- mas se aprofunde)... Contundo, se deitar ao exame minucioso, verás que no mínimo, no caso deste vídeo, o ator não faz jus ao slogan, e deixa bem claro que não conhece o Aécio. Então sugiro que mudem o slogan deste vídeo para "aécio, confio, mas não conheço", ou então teremos de acreditar no da oposição dele que diz "Aécio, quem conhece, não vota".
Eis o link do vídeo
https://www.facebook.com/video.php?v=869289789782570
Não curto discutir pessoas quando o assunto é política, mas os partidos e suas ideologias, já que os candidatos são representantes de partidos e não governam, em sua maioria, contrariamente aos rumos traçados pelos mesmos partidos. Contudo, como o slogan do vídeo é "Aécio, quem conhece, confia", proponho uma análise do conteúdo do vídeo em comparação com episódios envolvendo Aécio para que pensemos se o slogan faz sentido. Vejamos:
O ator afirma ter três motivos para votar em Aécio, sendo que o primeiro até é um legítimo desejo de alternância partidária. Contudo, os dois outros são uma tragédia de falta de conhecimento, o que contradiz o slogan do próprio vídeo, já que deixa claro que ele não conhece Aécio e usa de sua imagem e palavras bonitas para tentar pegar os desavisados (expediente usado por quase todas as campanhas...).
Pois bem, vejamos suas palavras acerca do segundo argumento:
"Eu vou muito à Belo Horizonte, eu adoro aquela cidade, eu adoro o povo mineiro e vejo que a cidade tem um tratamento muito legal, foi muito bem governada por ele."
Oras, ele vai muito à BH? Estranho, ele não é de lá? Talvez isso explique o fato dele dizer que a cidade foi muito bem governada por Aécio mesmo ele nunca tendo sido prefeito da cidade.
O que isso tem a ver? Oras, ele foi governador, e sim, podia e devia, dentro de sua atribuições e responsabilidades, trabalhar para deixar a capital bela e bem cuidada, mas essa era uma atribuição principalmente do Prefeito e não do governador, Prefeito que para deixar bem claro, nunca foi Aécio. E mesmo assim é muito conveniente para prefeito e governador que a capital, ao menos, seja bem cuidada, pois é para lá que acorrem os forasteiros, e é a capital o maior cartão de visitas do Estado. Agora, e o restante do Estado? E desde quando capital bem cuidada significa Estado todo bem cuidado? Estranho, não? Ele fez um trabalho tão bom que...
http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/05/tjmg-confirma-aecio-neves-e-reu-e-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude/
Bem, vejamos o terceiro motivo:
"E em terceiro é porque eu acho ele um cara muito transparente, ele é uma simpatia de pessoa, eu sinto nele uma vontade, uma capacidade, uma energia muito grande para governar esse país."
Opa, opa! Espere um pouco! Um cara transparente? Como assim? Então por que sendo transparente ele entrou na justiça para impedir que o google relacionasse seu nome à alguns escândalos da vida pessoal e de sua gestão enquanto governador? Estranho... E o teste do bafômetro? E a demissão de Jorge Kajuru pedida por ele após uma crítica à ele, então governador, e...
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1425228-justica-nega-pedido-de-aecio-para-bloquear-buscas-na-internet.shtml
Ele é uma simpatia de pessoa??? Será que ele foi muito simpático quando bateu em uma mulher?
http://www.horadopovo.com.br/2009/Novembro/2814-04-11-09/P3/pag3a.htm
"Eu sinto nele uma vontade [...] uma energia..." Energia? Tá bem... Sentir energia é muito útil mesmo.
Mas vamos lá, pois ele também sente uma capacidade... Bem, as notícias, embora tendenciosas, estão apontando fatos até então irrefutáveis, então deixarei elas falarem um pouco...
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/191539-aecio-perde-batalha-da-verdade.shtml
Essa última notícia mostra o quão simpático é o candidato. Realmente "muito simpático". Mas vale lembrar do ditado popular: "quando a esmola é muita, o santo desconfia". Muita simpatia e pouca verdade.
Não sei se tivestes a curiosidade de ler todo o texto e ver as notícias, pois muitos apenas reproduzem pequenas manchetes ou vídeos como se fossem a verdade absoluta e não vão a fundo para verem se estão reproduzindo verdades ou coisas coerentes (não que não possas questionar estas notícias citadas - até deves- mas se aprofunde)... Contundo, se deitar ao exame minucioso, verás que no mínimo, no caso deste vídeo, o ator não faz jus ao slogan, e deixa bem claro que não conhece o Aécio. Então sugiro que mudem o slogan deste vídeo para "aécio, confio, mas não conheço", ou então teremos de acreditar no da oposição dele que diz "Aécio, quem conhece, não vota".
sábado, 18 de outubro de 2014
O "di menór" tem que virar "di maiór"?
Muito se tem discutido - inclusive alardeado por um candidato à presidência que afirma ser um dos seus mais urgentes projetos - acerca da diminuição da maioridade penal. De fato, se levarmos em conta a opinião da grande maioria das pessoas, tal projeto já teria sido aprovado e a maioridade penal já teria caído, inclusive para 12 anos, segundo já escutei por aí.
A ideia que sustenta essa opinião gira em torno de uma certa impunidade, que faz com que cada vez mais adolescentes e crianças optem pela prática do crime. Segundo a opinião vigente, diminuindo a maioridade penal, diminuiria por consequência o número de delitos. Será mesmo? Vejamos:
Eu sei que alguns dos que possivelmente possam estar lendo estas linhas ficarão bravos e desconfiados pelo exemplo que citarei - podem dizer que é insistência e talvez perseguição (até mesmo escárnio, mas não se trata disso) - mas não me furtarei do direito de usá-lo. Quando Jesus, o dito Cristo, foi pregado na cruz para cumprir pena capital, junto a ele estiveram outros dois malfeitores, para ser mais exato, ladrões. O que tem isso com a questão da diminuição da maioridade penal? Tudo! Inclusive com à ideia também por muitos defendida acerca da pena de morte, que neste caso apenas esbarraremos como citação. É simples: se o medo da punição faz com que os crimes diminuam, ou mesmo acabem, tal como acreditam os defensores da diminuição da maioridade penal, como se explica que mesmo sabendo que a punição para o crime de roubo era a morte ainda sim aqueles dois sujeitos foram roubar? Isso sem levar em conta que o roubo é um crime que não atenta diretamente contra a vida, maior bem existente, e mesmo assim era severamente punido. Podemos responder isso sem muito esforço: o que causa a maioria absoluta dos crimes não é a certeza da impunidade ou da punição branda. Ao contrário, a causa da maioria dos crimes é a desigualdade social.
Os reflexos mais imediatos de uma possível diminuição da maioridade penal, então, antes de ser a diminuição da criminalidade, serão: primeiramente, o aumento de sujeitos encarcerados nos presídios, haja vista que os jovens antes levados para as Fundações Casas serão levados às penitenciárias; e em segundo lugar, os crimes cometidos hoje por jovens de 17, 16, 15 anos, passarão a ser cometidos por crianças mais novas.
Dirigir as ações do Estado rumo às punições é combater os sintomas, não o mal. Punir pode fazer o cidadão menos avisado confundir vingança com segurança. Punir é vingar-se, mas não diminuir ou acabar com os crimes, pois para se ter punição por parte do Estado é necessário ter acontecido crime.
O Estado deve criar políticas públicas que diminuam as diferenças sociais, aumentando as possibilidades e oportunidades dos marginalizados, que são, em sua maioria, os que acabam rumando para o crime. Não sou leviano a ponto de dizer que não há aqueles que mesmo tendo oportunidades diferentes acabam preferindo a vida de crimes, mas estes não são a regra, mas exceções. A diminuição dos crimes em todas as idades passa pela ação do Estado a fim de diminuir as diferenças e aumentar as oportunidades dos cidadãos, não pelo seu braço forte na hora da punição. Não confunda vingança com segurança!
A ideia que sustenta essa opinião gira em torno de uma certa impunidade, que faz com que cada vez mais adolescentes e crianças optem pela prática do crime. Segundo a opinião vigente, diminuindo a maioridade penal, diminuiria por consequência o número de delitos. Será mesmo? Vejamos:
Eu sei que alguns dos que possivelmente possam estar lendo estas linhas ficarão bravos e desconfiados pelo exemplo que citarei - podem dizer que é insistência e talvez perseguição (até mesmo escárnio, mas não se trata disso) - mas não me furtarei do direito de usá-lo. Quando Jesus, o dito Cristo, foi pregado na cruz para cumprir pena capital, junto a ele estiveram outros dois malfeitores, para ser mais exato, ladrões. O que tem isso com a questão da diminuição da maioridade penal? Tudo! Inclusive com à ideia também por muitos defendida acerca da pena de morte, que neste caso apenas esbarraremos como citação. É simples: se o medo da punição faz com que os crimes diminuam, ou mesmo acabem, tal como acreditam os defensores da diminuição da maioridade penal, como se explica que mesmo sabendo que a punição para o crime de roubo era a morte ainda sim aqueles dois sujeitos foram roubar? Isso sem levar em conta que o roubo é um crime que não atenta diretamente contra a vida, maior bem existente, e mesmo assim era severamente punido. Podemos responder isso sem muito esforço: o que causa a maioria absoluta dos crimes não é a certeza da impunidade ou da punição branda. Ao contrário, a causa da maioria dos crimes é a desigualdade social.
Os reflexos mais imediatos de uma possível diminuição da maioridade penal, então, antes de ser a diminuição da criminalidade, serão: primeiramente, o aumento de sujeitos encarcerados nos presídios, haja vista que os jovens antes levados para as Fundações Casas serão levados às penitenciárias; e em segundo lugar, os crimes cometidos hoje por jovens de 17, 16, 15 anos, passarão a ser cometidos por crianças mais novas.
Dirigir as ações do Estado rumo às punições é combater os sintomas, não o mal. Punir pode fazer o cidadão menos avisado confundir vingança com segurança. Punir é vingar-se, mas não diminuir ou acabar com os crimes, pois para se ter punição por parte do Estado é necessário ter acontecido crime.
O Estado deve criar políticas públicas que diminuam as diferenças sociais, aumentando as possibilidades e oportunidades dos marginalizados, que são, em sua maioria, os que acabam rumando para o crime. Não sou leviano a ponto de dizer que não há aqueles que mesmo tendo oportunidades diferentes acabam preferindo a vida de crimes, mas estes não são a regra, mas exceções. A diminuição dos crimes em todas as idades passa pela ação do Estado a fim de diminuir as diferenças e aumentar as oportunidades dos cidadãos, não pelo seu braço forte na hora da punição. Não confunda vingança com segurança!
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