sábado, 21 de janeiro de 2012

A verdadeira arma.

Em uma sociedade sábia onde prevaleça a honestidade e a justiça as pessoas brigarão para não assumir cargos políticos. Cada indivíduo saberá que ocupando tal cargo qualquer erro de decisão resultará em problemas para várias pessoas que não somente ele próprio. Nesta sociedade saber-se-á que exercer um cargo político será sinônimo de grande responsabilidade, e não de grande privilégio, tal como é hoje encarada a política. Os indivíduos terão medo de exercer tais cargos, pois os honestos e justos temem fraudar e prejudicar outrem.
Nas antigas cidades onde hoje se situa a Grécia, principalmente em Athenas, berço e único lugar onde até hoje se alcançou a democracia- que até hoje é perseguida por muitas sociedades e até então não foi alcançada- surgiu como uma forma de dividir entre todos os cidadãos a responsabilidade pelas decisões.



O caminho para se alcançar tal sociedade passa pelo conhecimento pleno da política. Somente pode-se arrumar uma máquina quebrada conhecendo  plenamente seu funcionamento.

Todos os cidadãos, pois, deveriam se interessar mais por política, conhecer como são tomadas as decisões. Decisões que até então têm prejudicado a grande maioria.

Enquanto a população não conseguir enxergar que é no conhecimento que está a única e verdadeira arma para se mudar qualquer situação, será sempre arrastada e usada para consolidar os planos de quem o detém. Ela sempre terá participação fundamental em grandes mudanças, mas como simples peões manipulados, e a mudança que ocorrerá será a de quem governa e não a mudança da situação da população. Ou seja, o grupo que não está no poder o conquistará; o que está cairá e ocupará a posição deixada por aqueles que lhes tomaram o poder: “esquerda/oposição”; e neste meio a massa permanecerá com sua situação inalterada: explorada e alienada.

Portanto, o único meio de se fazer uma mudança que surta efeito é por meio do enriquecimento intelectual da população.
Essa população tem de ser capaz de criticar e entender a si mesmo e como se dão os mecanismos que regem a sociedade. De outra forma, sendo simples propagadores de ideias sem que se entenda do que se tratam e o que podem causar, só por parecerem boas e nobres, estarão simplesmente ajudando a mudar os governantes, não a própria situação.

Para se mudar a política deve-se entender de política. Para se mudar uma sociedade deve-se entendê-la profundamente. Para se entender a sociedade e de política deve-se estudar, conversar, debater sobre estes assuntos. Depois disso, entre todos, traçar o rumo para o qual toda a sociedade deve convergir.


"Uma mudança profunda na sociedade passa por uma mudança profunda nos valores e ações de cada indivíduo."

"Conhecimento: a única arma verdadeiramente eficaz."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Sopa.

Atendendo a sugestão, eis o texto:


A tal lei discutida pelos políticos norte-americanos que se aprovada infringirá grandes mudanças na internet gerou grande polêmica, tanto pelos lados de lá, como pelo restante do mundo.
Olhando algumas reportagens, tal como alguns comentários na internet, a discussão em torno desta lei chamou-me a atenção.
Para variar me vi disposto a ir contra a opinião aceita pela grande maioria dos internautas (onde vi as notícias e comentários)
Os que se colocam a favor de tal lei afirmam que esta somente visa combater a pirataria na internet, buscando se fazer cumprir a lei que rege os direitos autorais.
Os contrários afirmam que esta lei visa mais que isso: visa censurar os indivíduos.  
Esta ultima vertente de interpretação é quem fomentou a maioria esmagadora dos protestos. Muitos foram os sites que saíram do ar em forma de protesto. Aliado a estes sites, muitos indivíduos lançaram mão de campanhas pelas redes sociais sendo contrários à lei.

Esta discussão entre os políticos e os grandes sites da internet vai além dos argumentos expostos por ambos os lados, e mais uma vez o povo sem conseguir raciocinar sobre o que ocorre em sua volta segue o lado de quem veicula um maior número de notícias e posições em relação ao tema.
 Neste caso a maioria ficou a favor dos grandes sites, contrárias à lei “contra pirataria na internet”.


É fato que do lado dos a favor da lei existe grandes interesses econômicos. Isto é inegável.
Todavia, esta lei que daria um maior poder ao Governo norte-americano de invadir, retirar e proibir a circulação de alguns sites em seu território visa um melhor meio de fazer cumprir outra lei: a dos direitos autorais.
Todos os sites que “compartilham” algo com direitos autorais que não pertencem a ele sem autorização, ferem tal lei e estão sim praticando pirataria.
Li, durante uma discussão a respeito deste mesmo assunto, um argumento que dizia que pirataria consistia em copiar e lucrar com marcas registradas que não pertencem ao copiador, e que os sites não copiam nada, somente compartilham, e que não lucram com o compartilhamento.
Acaso não estão estes sites repletos de propagandas? E estas propagandas não geram lucro ao dono do site?
Dentro de minha ignorância, creio que empresas somente anunciam em sites cujo número de acessos seja grande. Creio também que o que move as pessoas a adentrarem nestes sites é a facilidade e economia/gratuidade que encontram para baixar conteúdos que de forma lícita custariam caro.
O ciclo acaba sendo este: os sites disponibilizam facilmente, ilicitamente e de forma gratuita conteúdos com direitos autorais que não lhes pertencem; as pessoas entram no site devidos à estas facilidades em adquirir gratuitamente e de forma ilícita conteúdos que custariam caro se comprados licitamente; as empresas notando que  determinado site tem um grande número de acessos começa a anunciar nele; o dono do site ganha dinheiro com tais anúncios. Sendo assim, como não dizer que estes sites não exploram marcas que não lhes pertencem se são estas mesmas marcas que atraem as pessoas, que atraem os anunciantes  que geram lucro ao dono do site? Utilizar marcas que não lhe pertencem não caracteriza pirataria?

Tal argumento somente não serve para algum site que porventura não ganhe dinheiro com a exploração destas marcas, cujo particularmente não conheço nenhum. Sites desta forma poderiam, ainda sim com ressalvas, protestar contrariamente a esta lei.

Muitos outros ainda afirmam que a pirataria somente existe devido aos preços absurdos praticados por quem detém os direitos autorais. Mas será mesmo que é por isto que existe pirataria ou será que é porque os indivíduos preferem fazer transações ilícitas e fáceis ao invés de se digladiar em uma luta árdua dentro das leis?
Para a maioria é preferível transgredir as leis para se obter facilmente o que quer  do que lutar dentro dela para conseguir o mesmo com trabalho maior.

Os contrários à lei afirmam que lutam pelo direito de expressão, que segundo eles será tirado pelo governo.

Será mesmo que isto é uma censura?

Até então eu não vi nenhuma menção com relação ao impedimento de qualquer indivíduo escrever o que pensa, ou mesmo de postar um vídeo próprio na internet. Somente faz menção aos vídeos e outras coisas cujos direitos autorais não pertençam a quem posta.
Se acaso o direito de se expressar , ou de postar um vídeo  ou qualquer outra coisa do gênero for tirado, aí sim será motivo para alarde. Todavia, até então não é o que se mostra.

Os próprios sites que protestam e se dizem “defensores” do direito de expressão, contrários à censura, e acusam os favoráveis a tal lei de estarem transgredindo tal direito de expressão devido a fins econômicos, na verdade lutam pelo mesmo motivo. O que move estes protestos é o simples fato destes sites vislumbrarem perdas econômicas.
E quem segue tais protestos também lutam pelo mesmo motivo, embora em menores proporções. Lutam pelo direito de continuar a conseguirem de maneira ilícita e fácil conteúdos que custam caro.

Tal protesto visa o “direito de burlar a lei”. Não julgo ser idôneo. Pois a lei que está em votação tem o intuito de facilitar o cumprimento de outra.

É fato que é absurdo os preços pagos para se adquirir de forma lícita os produtos que de forma ilícita e gratuita são adquiridos em tais sites que os pirateiam, mas não vejo na corrupção ao desacatar a lei a solução para tal problema.
Tampouco as leis são perfeitas. Contudo, quando uma lei não estiver condizente com o senso de justiça, temos o direito e dever de maneira racional protestar para que tal lei seja revogada. Seria um protesto e mobilização dentro da lei para mudar a própria lei.


 
Seria demasiadamente difícil  e demorada, mas há uma maneira, que de forma legal, poder-se-ia mudar tal panorama.
Se todos deixassem de comprar CDs e DVDs, deixassem de ir ao cinema, assim como qualquer coisa cujo o preço seja absurdo, por um largo período de tempo, e não recorresse aos meios ilícitos, dois problemas poderia acabar de uma só vez.  A velha “lei da oferta e procura” faria com que os preços caíssem, e a falta de procurar acabaria com a pirataria.

Todavia, a solução por este viés é quase impossível com o atual panorama de nossa sociedade.
A população tornou-se, em sua maioria, corrupta, preferindo a ilegalidade em detrimento a legalidade.




Sendo assim: bom download a todos!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O "rebanho" de deus.

Ignorância é a alienação da qual a maioria compartilha. Quem não entende como se dão as relações interpessoais em seu ambiente, não compreende os mecanismos que mantém o status quo, e não tem condições de criticar a si próprio e sua cultura, vive em completa ignorância.


 Não há problema nenhum em criticar e questionar a existência do deus cristão. Ele existe para quem crê e não existe para quem não crê.


 A fúria dos cristãos- que muitas vezes está disfarçada de dó e piedade, e até mesmo de compaixão e amor- contra quem questiona a existência de deus, ou contra as demais religiões, nada mais é do que indício desta alienação. Tudo quanto foge da doutrina cristã tende a ser satanizado. É exatamente esse pensamento criado e difundido pelos líderes da igreja, visando o monopólio de deus para a igreja católica, que fomentou a caça as bruxas, as cruzadas, conflitos entre católicos e protestantes, e outros conflitos mais.
Da mesma forma ocorre com os fiés de todas as religiões contra aquilo que não é de sua doutrina.


O que as religiões fazem é tentar monopolizar a verdade divina.


 As religiões não querem a liberdade dos homens. Muito pelo contrário. Elas querem mantê-los ignorantes e presos. Assim os líderes mantém o poder sobre tantas pessoas. 


O ser humano é religioso por natureza. O que os líderes das religiões fazem é estereotipar a ideia de deus. Eles fazem com que todos os fiéis criem sua entidade divina a partir das características dadas por eles. Assim, com os indivíduos acreditando que deus é aquilo o que a religião afirma ser, e que este é exterior ao próprio indivíduo, a religião torna-se necessária para estes indivíduos alcançarem contato com esta divindade.


Desta forma, os líderes religiosos, que em sua maioria sabem da verdade, transformam religiosidade humana em religião; transformam o poder da fé destes indivíduos em poder para si próprios.


Mais uma vez cito as cruzadas para ilustrar como líderes religiosos transformam o poder da fé dos indivíduos em poderes próprios, usando-os para alcançar suas ambições.
Não é necessário ir tão longe na história. Basta olhar quantos não são os padres e pastores que adentram a política por intermédio de seus fiéis. Ou até mesmo os homens-bomba, que morrem por sua fé acreditando que assim estão perto das divindades estereotipadas por sua religião, mas que somente estão ajudando os líderes alcançarem suas ambições.
Notem que os líderes nunca fazem o que mandam fazer. Sempre são os fiéis.


 Quem segue religião de forma alguma é mau- exceto alguns. Todavia, são manipulados e mantidos na ignorância sem se dar conta.



 A liberdade em sua plenitude é impossível para o homem e para qualquer coisa. Todavia, o homem tem procurado a liberdade onde mais acorrentado ele pode ficar: nas religiões.


O deus, melhor, os deuses até hoje conhecidos e seguidos pelos homens são criações humanas, e não os criadores do homem, como é atualmente dito.


É uma criação humana para manipular homens.

Dentro de um templo religioso há tantos deuses quantas pessoas hajam lá dentro.


Se todos lá dentro descrevessem como é deus, ver-se-ia que todos imaginam deus de forma diferente. Todos teriam muitos aspectos em comum, isto devido ao estereótipo dado pelas religiões, mas ainda sim seriam diferentes uns dos outros. E é a partir do que cada um entende sobre o que é deus que se guiam.


As religiões e os líderes religiosos brigam entre si pelo monopólio da verdade divina, e usam os fiéis ignorantes na frente de batalha, onde na verdade a verdade divina está dentro de cada um. Quem não se engana com estas mentiras e as denuncia é tido por adjetivos pejorativos, e em outras épocas caçado e morto. O medo de castigos físicos e morais são uma forma de manipular e manter as pessoas alienadas. A ditadura fez o mesmo contra aqueles que lutavam pela democracia.
 Os deuses e a fé são subjetivos.


A fé nada mais é do que o próprio homem estimulando inconscientemente alguma parte dos 96% do cérebro que ainda não usa. A fé é uma boa coisa e faz "milagres". Todavia o que se entende por milagre é tudo aquilo que foge a atual capacidade humana de compreensão.


 Portanto, continuem a ter fé, em deus ou em qualquer outra coisa, que fé incontestavelmente só faz bem. Contudo, atentem-se para a dominação a qual são vítimas nas religiões!


Quando todos descobrirem que cada um tem um deus diferente do outro, embora as religiões- principalmente as cristãs- digam que ele é um só, e que este deus somente existe dentro de si, pode o mundo chegar a alcançar o amor que Jesus, simples homem e grande filósofo, "endeusado" 374 anos depois de sua morte por ser conveniente à religião, pregava. Jesus sabia que o homem era o deus do próprio homem, tanto que ele sempre dizia: "a tua fé te curou". Uma fé em deus ou em qualquer coisa, mas que somente existia dentro de cada um.


“Quem deixa de lado o direito de raciocinar, imaginar e criar torna-se cativo de si mesmo e dos demais. Torna-se peão em um jogo de xadrez onde deveria ser o rei.”

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Onde nasce sua opinião? (modificado)

O empobrecimento cultural da maioria da sociedade brasileira é tão grande, o resultado dos investimentos para se manter e perpetuar a ignorância destes cidadãos foi tão eficaz, que esta grande parcela da população não consegue ter um olhar crítico sobre a realidade.
Estes cidadãos brasileiros vivem em tal ponto de ignorância que não conseguem enxergar o que ocorre em sua volta. Sua capacidade de analisar, raciocinar, criticar, foi a tal ponto tirada ou impedida de florescer por conta da dose homeopática de "conhecimento" que lhes é permitida ter acesso, que o Estado- ocupado por uma elite e patrocinador desta condição- se beneficia desta situação “vegetativa” em que se encontram estes indivíduos para então imputar-lhes suas idéias, que têm por objetivo a manutenção dos status quo.
À imprensa cabe a tarefa de veicular as idéias do Estado aos indivíduos. Este indivíduos usam a imprensa como muletas para a sua deficiência em raciocinar e formar opinião. Acatam e tomam para si as idéias veiculadas por ela como se fossem verdades universais e incontestáveis, acreditando que estas opiniões, tal como afirma a imprensa, são: “imparciais”.


Existem, ainda, para além desta maioria em estado “vegetativo”, outros cidadãos- uma pequena parte- que mantém intacta suas capacidades de raciocinar, analisar, criticar, e assim, têm condições de compreender este engenhoso esquema.
À esta pequena parcela da população restam dois caminhos: ou são absorvidos pelo Estado e pela elite dominante e passam fazer parte destes; ou são reprimidos por não aceitarem compor este grandioso esquema.


O ultimo incidente ocorrido com os alunos da USP evidencia muito bem como: o Estado reprime àqueles que se opõe às suas idéias e decisões; e como a imprensa não é  imparcial e veicula noticias que beneficiam o Estado e mascaram a repressão feita por este.


A forma como a imprensa noticiou a tomada da reitoria pelos estudantes fez com a maioria da população pensasse que a reivindicação destes havia se principiado pelo fato da PM ter detido três estudantes fumando maconha no campus. Ou seja, a reivindicação tinha se formado repentinamente e se tornara uma briga entre: “maconheiros” e polícia, estudantes “maus” contra o Estado “bom”.
Com essa notícia sendo passada pela imprensa os estudantes ficaram diante de grande parte da população com a imagem de: bandidos; o protesto pareceu ter-se iniciado repentinamente e por um motivo extremamente desprezível e suas reivindicações no mesmo patamar. Assim o Estado, através da imprensa, conseguiu macular a imagem dos estudantes perante grande parte da sociedade e ofuscar o verdadeiro motivo em que consistia o protesto.


O protesto e a insatisfação dos estudantes não começaram no exato momento em que a PM deteve os três alunos, muito menos o motivo era injusto e desprezível, tal como foi noticiado. Muito pelo contrário. Os alunos  protestavam pelo direito de autonomia que a constituição de 1988 prevê paras as faculdades públicas e que o governo havia de forma arbitrária desrespeitado quando pela primeira vez desde que acabou a ditadura militar o reitor da USP não foi escolhido democraticamente através da votação do Conselho Universitário, mas sim colocado lá pelo governador.
João Grandino Rodas, reitor e pivô das reivindicações, foi colocado no cargo justamente pelo fato de ser conhecida sua propensão a resolver problemas políticos por meio da militarização.
Rodas, confirmou sua propensão a militarização quando assinou um convênio com o Estado onde a PM passava a fazer patrulha dentro do campus, o que também não ocorria desde a ditadura militar. Este convênio, para o Estado e para Rodas, saiu em boa hora: a mioria-principalmente dos estudantes- não via com bons olhos nem ao Estado por ter desrespeitado o Conselho Universitário nem Rodas por ter sido colocado lá pelo próprio Estado.


Os protestos sempre aconteceram e os estudantes sempre reivindicaram: a saída de Rodas da reitoria, pois este não havia ascendido ao cargo de maneira democrática; que se melhorasse a segurança, pedindo uma maior e melhor iluminação no campus e que fosse aumentado o efetivo da guarda universitária- que é de autonomia da USP, autonomia que não é respeitada pela PM.


Desta forma, a PM não foi colocada no campus da USP para dar maior segurança aos estudantes, mas sim com o intuito de reprimir estes protestos que iam contra os interesses do Estado: tirar a autonomia da Universidade e dos estudantes e tomar em suas mãos as rédeas dos mesmos.


As notícias veiculadas pela imprensa omitem estes fatos e mudam o foco das atenções para um lado que faz com que a maioria da população se comova e se coloque a favor do Estado, em detrimento aos estudantes.
Sabidamente, as drogas causam uma tremenda comoção em toda a população- e não era para ser diferente. Esta foi a forma que a imprensa usou para trazer a população para o lado do Estado.


Para atestar a eficácia com que a imprensa consegue moldar a opinião pública basta olhar as redes sociais na internet. Quantos não são os protestos que seguem o ponto de vista moldado por ela?


O Estado financia uma educação em dose homeopática para a população. A maior parte fica em estado “vegetativo”. Poucos escapam a esta situação. A maioria destes que escapam são absorvidos pelo Estado e passam a fazer parte dele. Os que não são absorvidos pelo Estado torna-se perigosos para o seu intento de manter o status quo. Estes “não absorvidos” passam a ser reprimidos pelo Estado. A imprensa entra no jogo veiculando a opinião que o Estado quer que a população tenha. A população em estado "vegetativo" -incapaz de formar opinião própria- acata a opinião da imprensa como se fosse sua, verdadeira e incontestável. Com esta opinião a população se coloca ao lado do Estado. Com a população ao lado do Estado a repressão está justificada. O status quo se mantém.


Ciclo fechado!
Esquema perfeito e funcionando bem!

sábado, 8 de outubro de 2011

Refletindo sobre o que pregam IV

O amor incondicional de Deus é mais uma das coisas pregadas nas igrejas que é totalmente contraditória.
Se esse amor proveniente de Deus aos homens é mesmo incondicional, logo, não importa o que se pense, faça ou fale: continua Deus amando tal sujeito. Pelo menos é isso o que quer dizer "incondicional": que não admite ou supõe qualquer condição, irrestrito.

Sempre ouvi falar sobre o "amor incondicional" de Deus e sobre o “inferno". Este dois conceitos tornam Deus totalmente contraditório.  “Amor incondicional” e “inferno” são antagônicos. Ou seja, um conceito anula ao outro. É o mesmo que ser “bom” e “mau” ao mesmo tempo.

Como pode alguém que ama incondicionalmente mandar alguém para sofrer no inferno?

Uma pessoa que não segue o que supostamente foi pedido por Deus irá, após a morte, e posteriormente ao julgamento final, arder eternamente no inferno. Um lugar onde haverá choro e ranger de dentes-segundo a bíblia- um lugar de sofrimento sem fim.
Um ser que ama incondicionalmente manda o ser amado para sofrer eternamente?
Evidentemente que não. Isso de forma alguma é demonstração de amor!

Alguns ainda dirão que somente arderá no inferno quem quiser, pois Deus dá várias oportunidades de se converter e fazer as coisas certas, e que se um indivíduo resolveu ser mal, logo, Deus será justo, e o mandará ao inferno por seus atos.

Não entrarei no mérito de analisar se é ou não justo que um indivíduo "mal" , transgressor das leis de Deus pague por seus atos indo arder no inferno. Todavia, ainda que seja justo da parte de Deus mandar um "mal" para o inferno, isso, evidentemente, mostra que o amor Dele não é incondicional tal como pregam.
Se, assim como se pode perceber: que quem ama incondicionalmente não faz com que o ser amado sofra eternamente, logo, se alguém vai ao inferno mandado por Deus, este não é amado por Ele.
Sendo assim, se para que o indivíduo seja amado e permaneça com Deus no paraíso tenha que ser bom, seguir as leis por Ele impostas, fazer o bem, logo, o amor de Deus não é de forma alguma incondicional. Muito pelo contrário. O amor de Deus é totalmente condicionado. Exigir que um indivíduo siga as leis para ser amado e não ir sofrer no inferno é uma condição. Uma exigência é uma condição.
Colocar os indivíduos numa perspectiva dualista onde ou se é amado e vai ao paraíso ou se é odiado e vai arder no inferno é uma prova cabal que o amor de Deus de forma nenhuma é "incondicional".

Pode-se concluir de duas formas:

Se o amor de Deus é incondicional: o inferno não existe. Pois o amor incondicional Dele fará com que independentemente do que cada um faça, sempre todos ficarão ao lado Dele. Porque Deus ama a todos incondicionalmente.

Já se o inferno existe: o amor de Deus não é incondicional. Pois há uma condição para se ser amado, viver com Ele no paraíso e não ser jogado no inferno para sofrer eternamente: ser bom e seguir suas leis.



Pare e pense! Veja que tudo o quanto sabes sobre Deus não foi por tua própria experiência aprendido, mas sim imposto por uma tradição. Se conseguir deixar de lado a idéia imposta de que o simples fato de pensar e questionar os valores cristãos é um pecado, verás o quão contraditório é a descrição que fazem de Deus. Isso não quer dizer, necessariamente, que Deus não exista, entretanto, deixa claro que Ele não é nada daquilo que falam nas igrejas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Variando...

Quebrando um pouco a rotina, falarei um pouco de política. Embora igreja e política se confundam totalmente.

Os brasileiros têm um estereótipo de político: um homem rico, falso, bom com palavras e corrupto/ ladrão.
É a partir deste estereótipo de político que todas as opiniões à respeito de política e sobre os políticos são formadas.
É evidente que a maior parte dos políticos -isso pra não dizer todos- se enquadram neste perfil. Entretanto, não é sobre o fato dos políticos se enquadrarem ou não neste perfil que me causa estranheza, mas sim as críticas que os cidadãos fazem (críticas na qual me incluí em várias oportunidades).

Hoje, embora me afete de maneira considerável, admiro os políticos corruptos. Não por ser correto o que fazem, mas por serem "bons" no que fazem.
Uma hipocrisia gigantesca é o fato do povo reclamar que os políticos querem sempre se dar bem, e que para isso sempre estão roubando e arrumando maneiras ilegais para conseguir realizar seus intentos. Indignar-se com os políticos, venha essa indignação da parte de quem vier, é de uma hipocrisia enorme. Diria que neste imenso país não há ninguém que tenha condições morais de fazê-lo.
A pergunta que faço é a seguinte: em que se diferenciam os políticos corruptos do restante do povo?

Se for deixado de lado os preconceitos e de forma racional e imparcial analisar, julgando a si próprio se preciso for, ver-se-á que em nada se diferencia o povo dos políticos corruptos, exceto pelo montante que estes com sua corrupção conseguem arrecadar e com o número de pessoas que atingem com sua atitude.
Excluindo a diferença que acima descrevo nada mais há de diferente entre os políticos e a população.

Veja bem!

Corrupção nada mais é do que a transgressão das normas morais e legais.

Faço então mais uma pergunta:

Quem nunca burlou uma regra e deu um jeitinho de se dar bem?
A maioria esmagadora da sociedade brasileira já deu "jeitinho" nas coisas. Isso, mesmo que em menor proporção comparado com os políticos também é corrupção. A sociedade brasileira é corrupta por natureza. O que ocorre, e que talvez seja o que faz muitos pensarem que a sociedade brasileira em sua maioria é honesta, é o fato de sempre atrelar a corrupção à riqueza e a honestidade à pobreza.
Se de forma equivocada associar a honestidade à pobreza seremos obrigados a considerar o Brasil um dos países mais honestos do mundo. E se analisar de forma imparcial, muito provavelmente chegar-se-á à conclusão: de que não é isso o que ocorre.

Corrupção é transgredir as normas morais e legais em proveito próprio ou de um grupo, e isso os brasileiros sempre que têm oportunidade fazem, se diferenciando disso algumas exceções (que eu particularmente não conheço).
Os pobres se indignam com os ricos e políticos por pura hipocrisia, pois sempre que têm oportunidade, mesmo que em menor proporção, se corrompem e tiram proveito desse ato.
Chego a conclusão de que o que diferencia os políticos ricos do povo pobre é que: os ricos são "bons" no que fazem. E que se a maioria dos pobres chegasse a ocupar o lugar de algum político: certamente faria exatamente igual ao que enquanto pobre abomina.

sábado, 24 de setembro de 2011

Refletindo sobre o que pregam III

Continuando minhas reflexões sobre o que pregam analisarei a doutrina do poder do papa, que supostamente por ser o sucessor de Pedro é o dono das chaves do céu.

Que análise pode ser feita a partir do pedido de desculpas dos últimos papas pelas atrocidades cometidas pela igreja em tempos passados?

Muitos dos que ela seguem certamente dirão: “mas a igreja é formada por homens e homens erram”, ou ainda: “a igreja é santa e pecadora”.
Só o fato de admitir que a igreja é pecadora já exclui a possibilidade de ser santa, exceto no mito católico. Pelo modo como descrevem a igreja, que é o “braço” de Deus na terra- sendo braço também é o próprio Deus- sendo santa e pecadora, por conseqüência a conclusão a que se chega é que Deus também é um pecador, assim como seu filho Jesus.
Isso é extremamente contraditório. E a igreja católica é cheia destas contradições. Aliás, o cristianismo com um todo é contraditório. Basta ver que chamam Jesus de mestre e mesmo assim não o imitam. Todos os mestres na história tiveram discípulos, e todos estes discípulos imitavam o tempo todo os passos de seus mestres. Somente o cristianismo não faz isso. Não se vê um só que seja realmente seguidor de cristo.

Todavia, voltemos à análise do que diz respeito ao pedido de desculpas.

A própria admissão de um erro por parte da igreja é suficiente para que ninguém a siga. Se Deus é perfeito e isento de erros não pode ser a igreja que admitidamente errou a representante de Deus. Segui-la é errar.
O que a igreja faz é dar poder a alguns espertos que ganham-no pela fé e ignorância do povo que não enxerga tais contradições. Essa dominação por parte do clero se dá a partir de dogmas, que para não serem desmascarados como idiotices, são tidos como “extremamente corretos” e fora de contestação, onde qualquer pensamento contrário a estes fará com que o indivíduo recaia em pecado, e que o que se ganha com o pecado é sofrimento. Essa repressão mental que sofrem os fiéis é parecida com a repressão do direito de expressão implantado pelas ditaduras, e em tempos passados foi até pior, como na caça as bruxas, que posteriormente gerou o pedido de desculpas do papa.
Essa dominação psicológica por parte da igreja, muito bem planejada, acaba por dar poderes de um deus a um homem. O papa tem poderes de um deus. O que ele fala deve ser seguido, caso contrário o inferno é o destino.

Veja este panorama cômico:

A igreja perseguiu e assassinou muita gente em nome de Deus. As pessoas eram mortas porque estavam em pecado. O pecado leva ao inferno segundo a doutrina da igreja. Logo, todos os assassinados foram diretamente, sem escala, para o inferno. Em contrapartida os que mataram em nome da igreja e de Deus foram imediatamente condecorados com uma passagem direta, em primeira classe, para o paraíso, por fazerem a vontade de Deus.

O poder do papa é tão grande que em um minuto, quando admitiu que a igreja estava errada nessas execuções e pediu desculpas, ele fez a maior mudança da história do paraíso e inferno. (Para as empresas de turismo extra-terrenas foi ótimo.)

Ora, pois, se a igreja errou tal como disse o papa, logo, todos os que perseguiram e mataram são conseqüentemente assassinos impiedosos, cometeram pecados, e conseqüentemente são merecedores de morar na periferia do inferno. Em contrapartida, os que morreram injustamente estão livres dos pecados que a igreja os tinha imputado, merecendo então morar na zona sul do paraíso.
O papa em um só minuto fez o maior remanejamento populacional entre o céu e o inferno de toda a história.

Podemos analisar isso de várias formas:

·         Se os mortos continuaram, mesmo com o pedido de desculpas do papa, em seus respectivos lugares definidos há anos atrás pela igreja (inferno e paraíso), Deus é injusto.

·         Se estes indivíduos, assim que admitido o erro na hora da distribuição de suas moradias eternas, tiverem que mudar do paraíso para o inferno e vice-versa, o que se mostra é que a igreja é a maior fraude de todos os tempos, pois se ela realmente é a representante de Deus na Terra não poderia errar, e se errou é por que não é a representante Dele.

·         Se somente os que estavam injustamente no inferno foram remanejados para o paraíso depois da constatação do erro da igreja, e os que mataram e deveriam ser remanejados para o inferno pelos pecados cometidos foram perdoados e permaneceram no paraíso, o que se pode conclui é: não esquente com o que a igreja diz, ela não é representante de Deus e o pecado não existe, sendo assim faça o que quiser de sua vida sem se importar com nada, pois ao final, errado ou não, teu destino é ser perdoado e ficar eternamente no paraíso.

O que se conclui é que: a igreja não é e nem nunca será a representante de Deus. Tudo o que ela diz é pura charlatanice. Deus, na perspectiva da igreja nada mais é do que a forma de dominação de um povo. Deus é a emanação da vontade de poder daqueles que dominam a igreja.

A igreja é contraditória e muito cômica.